resto
viva o resto
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Uma nuvem é feita de algodão
Pessoas, momentos, lugares.
Acordei. Um lugar majestoso, com nome de árvore, clima perfeito e pessoas que batalham, não pela terra, mas por suas vidas. Caminhei em direção às montanhas e , ao longo delas, conheci um mundo novo, de misturas, de uma língua rápida e amistosa. Cruzei uma linha que separa o mundo ao meio, era o terceiro por qual passava, mas todos o chamavam de primeiro. encaminhei-me novamente em direção ao sol nascente. Conheci tecnologias, plantações, criações e muita riqueza, gente, no entanto, que me pareceu ingênua. Foi então que conheci o mar, não tive que abrí-lo para passar, simplesmente atravessei. Ao aportar no velho mundo, um novo povo. Pelo estreito achei a orgiem de todos nós, e da origem, nada sobrou. Amarga visão do enclaustro cultural humano. Segui minha sombra ao fim do dia, cruzei nilos, desertos, guerras, rostos cobertos pela lei e pela razão. Orgulho na cidade venerada por toda divisão da fé. Mais montanhas, essas do choque entre culturas com a chegada das Índias no canto das Chinas. Finalmente meu dia acabou na chegada à terra do sol nascente. Durante a noite rumei para onde uma cruz no céu me apontava o caminho. Jamais parei, nem com água ou terra. Até que encontrei o branco. Sem linhas, direções. Sem começo, fim. A qualquer hora, no horizonte o sol me dizia "Fique". Lá sentei, e descobri o sentido da palavra Pólo. E lá encontrei o mundo.
Não sei quanto a vocês, mas comigo não é muito raro acontecer isso. Tem sábado que parece segunda, e tem quarta que amanheço no sábado. Não deve existir explicação lógica pra manhã de sábado, o brilho do sol, o vento na cara, o encaixe dos oculos, o motor redondinho, a pista livre. Pena que eu não tenho um conversível. Mesmo porque o calendário é uma mera divisão do tempo por seis, alguma entidade misteriosa deve tomar conta disso tudo.
Comer é vontade, saborear é prazer. Assistir é vontade, aproveitar, prazer. É prazer admirar, vontade olhar. É vontade fotografar, mas prazer se lembrar. Que vontade correr, e que prazer se sentir livre. Vontade de dormir, prazer de sonhar. Falar com vontade, ouvir com prazer. Vontade de saber, e prazer de imaginar. É vontade o desejo, e prazer o amor. Vontade te querer, prazer poder te ter. Aquela vontade de viajar, e o prazer de retornar. É vontade ter, e prazer sentir. Querer e poder. Ouvir e escutar. Ir e chegar.
- Vovô, na sua época que inventaram aquele negocio de cotas?