Acordei. Um lugar majestoso, com nome de árvore, clima perfeito e pessoas que batalham, não pela terra, mas por suas vidas. Caminhei em direção às montanhas e , ao longo delas, conheci um mundo novo, de misturas, de uma língua rápida e amistosa. Cruzei uma linha que separa o mundo ao meio, era o terceiro por qual passava, mas todos o chamavam de primeiro. encaminhei-me novamente em direção ao sol nascente. Conheci tecnologias, plantações, criações e muita riqueza, gente, no entanto, que me pareceu ingênua. Foi então que conheci o mar, não tive que abrí-lo para passar, simplesmente atravessei. Ao aportar no velho mundo, um novo povo. Pelo estreito achei a orgiem de todos nós, e da origem, nada sobrou. Amarga visão do enclaustro cultural humano. Segui minha sombra ao fim do dia, cruzei nilos, desertos, guerras, rostos cobertos pela lei e pela razão. Orgulho na cidade venerada por toda divisão da fé. Mais montanhas, essas do choque entre culturas com a chegada das Índias no canto das Chinas. Finalmente meu dia acabou na chegada à terra do sol nascente. Durante a noite rumei para onde uma cruz no céu me apontava o caminho. Jamais parei, nem com água ou terra. Até que encontrei o branco. Sem linhas, direções. Sem começo, fim. A qualquer hora, no horizonte o sol me dizia "Fique". Lá sentei, e descobri o sentido da palavra
Pólo. E lá encontrei o mundo.